Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Fórmulas da Paz

Assim que acordei mirei no horizonte
dois passos andei e os olhos arderam
senti-me mui mal, meus céus forneceram
um sonho abissal na face simbionte

Pesar, aflição... estou bem defronte
da cruel devoção dos que pereceram
buscando as marés que nunca volveram...
E molho os meus pés no sonho eucarionte...

O que vem depois do ardor rigoroso?
A lua de fel do crasso amistoso?
O tácito audaz com a sua vil máscara?

Cegaram-se dois dos olhos ansiosos
turvaram o mel perante os vaidosos
que pregam a paz na forma de Bháskara.

Gustavo Valério
05/02/2020

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *