Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Sem Futuro

buraco de minhoca no espaço
Não há passado nem mesmo futuro
não há palavras certas pro presente;
O tempo rói o espaço divergente
e transpassa-lhe ao meio, meio-escuro.

O tempo-espaço passa e perituro
arregaça-se ao meio qual pingente
que preso no pescoço do indigente
paga o preço da luz fria de Arcturo!

E a dor reminiscente flui qual rio
mais parco indo ao futuro tão sombrio
de cortes e de côrtes: cores vis...

Redesenhando o espaço em tempo cru
na quarta dimensão do fogo azul
onde o tempo faz círculos sutis!

Gustavo VS Ferreira
10/06/2019

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