Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Graves Tinidos

Os sons da morte têm vida e graves tinidos;
metálicos faróis de pólvora ecoando
na cabeça sangrenta; há almas ressoando
no espaço assustador de astros desconhecidos.

Os ecos musicais dos sons indefinidos
sinéreses de dor e prazer percolando
os olhos num fitar fatal, perambulando
o corpo e o corte em tons de azuis envilecidos.

O caso é casual mas vem nos destroçando,
e cala, castra e queima os sonhos coligidos
sem ao menos nos dar qualquer tempo sobrando...

Os sons da morte são espasmos suprimidos
das notas imortais do eu finito acordando
enquanto a carne é morta ao léu dos esquecidos.

Gustavo V.S Ferreira
02/03/2019

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