Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Abraço Escuro

Não foi a morte quem abraçou a minh'alma
foi minh'alma soturna e asmática e devassa
que co’ ela se abraçou. Entregue a vida crassa,
não houve alternativa: A morte trouxe calma.

Em busca duma cura abissal p’ra o seu trauma
calmamente voou. A liberdade grassa
na sua mente solta e livre e leve e escassa...
Muito tempo se passa e agora há grande encauma.

Depois do abraço escuro, o mundo alou sem graça
e o espírito lesto ocupara o eixo d’alma,
causando-lhe uma dor alva que lhe transpassa...

Gritos azuis de dor; o inferno fogo espalma
e no fogo a alma surge envolta em biomassa.
O inferno me devolve a vida como agalma.

Gustavo V.S Ferreira
07/03/2019

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