Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Mortal Clarão

luz azulada no espaço
Há um mortal clarão queimando no meu peito;
infernal sedução - desamores d’outrora
quase a me estrangular no mal que corrobora
apenas me matar por ser insatisfeito

com tal amor vulgar, profundo desrespeito
ao puro e singular bem que nos condecora
à mais pura emoção, gás que nos revigora
a rebuscar razão, dar ou obter respeito.

E este mortal clarão, agouro de última hora
que vem me compelir a aceitar sem demora
o verbo desmentir p’ra sentir falso efeito.

Prefiro recusar o mal que se aprimora
no ofício de enganar; sozinho vou embora
mas jamais cederei a tão vago conceito.

Gustavo V.S Ferreira
25/02/2019

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