Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Lágrimas Mortas

O parco brilho d’alma enrubescida
acende o bravo e belo coração;
obriga o Ser a ser um ser senão
a existência será despercebida.

Desobrigado a ser um homicida
torna-se um homicida com razão
e mata mais rápido que um tufão
na estranha ânsia de ser um genocida.

A guerra, quente ou fria, traz ação
que movimenta e aquece a tal nação
que faz da morte simples despedida.

E o parco brilho traz fugaz clarão
e alento p’ro eterno bebê chorão;
lágrimas mortas têm gosto de vida.

Gustavo V.S Ferreira
18/02/2019

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