Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Hábil Prisioneiro


Sonhos são ilusões do pensador dormente
e o sono é o apagão do cérebro ligeiro;
A morte é salvação desse homem passageiro
e descanso fatal do mais inteligente.

Os sonhos nunca são obras do consciente
mas realização d'um latente hospedeiro.
O sono é condução para o despenhadeiro
do ser habitual, do mortal impotente.

O desejo vulgar pelo ato rotineiro
de se autodesligar daquilo que é ordeiro
é reles indução do vão subconsciente.

A mente genial do hábil prisioneiro
desperta fogo e luz e faz-lhe companheiro
do natural saber e aprendiz transcendente.

Gustavo V.S Ferreira
26/02/2019

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