Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Beijo Abiótico

escultura de homem e mulher se olhando sob uma sombrinha
No beijo abiótico d’alma morta
lúgubres sentimentos tomam forma;
e contrariando a retrátil norma
cerram o peito e abrem uma porta.

A porta aberta traz o que conforta:
mal necessário multiplataforma;
promove ilusões na interna reforma
deixando apenas o que nos importa.

A Alma clara geme mas se transforma
na dor da perda infame se auto-exorta
mas perde essência na invisível morma.

O beijo esmarrido gran’ mal transporta
e morosamente o mundo deforma
enquanto a vida maviosa aborta.

Gustavo V.S Ferreira
20/02/2019

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