Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Nordeste

pintura da cidade de maceio, riacho salgadinho

No riacho Maçayó nasci chorando
Ledo menino no paraíso, Lêdo Ivo
empolgado um Verso Íntimo recitando.

Água corre, há lagoas nos olhos
A Saudade de Jorge de Lima
nos Passos de Guimarães aos molhos...

Quebrando ângulos do que restamos
a política apoética matando a literatura pura..
Cadê o mestre Graciliano Ramos?

São tempos insanos de poetas raros
drogas acessíveis na TV Aberta e livros caros.

Poetas são Águas Passadas; a euforia imensa
não te faz se perguntar como
Costa Rego perseguiu a imprensa?

Tempos modernos e obscuros num dístico
o Brasil atual é O Grande Circo Místico.

Eu poderia ter sido jogador de futebol
mas os sinais me confundiram como Djavan
e sem saber o que fazer, pele queimando no sol
decidi escrever hoje o que serei amanhã.

São Dias sombrios mas sóbrio eu me lembro
que há sabiás cantando nas palmeiras lá fora.
Teu preconceito nojento com Nordestinos é membro
dos vermes que comem a carne mas não a memória;
Não há glória nele, nem humildade para aceitar
que o Nordeste é arte, é cultura; é mais que um lugar.

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