Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ O Assassino

O assassino
bateu nela
bem na porta
torta
da minha
residência.

Eu
senti
a prepotência
na essência
do assassino.

O badalo
mortal
do sino
neural
moral
foi ativado.

Então
muito calado
fechei a porta
torta
ressabiado
e entusiasmado
arrastei-a
para dentro
de minha
residência.

Logo
tomei ciência
do que eu era
ou do que sou.

O assassino
a matou
na minha
frente
e eu
inconsciente[mente]
vi-me
no espelho
limpando
o sangue dela
do meu rosto
com a minha
flanela
amarela.

Peguei
atento
a minha
pistola
(espanhola)
Astra 400.

E com desdém
matei
o assassino
e morri também.

Gustavo V.S Ferreira
20/11/2018

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