Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Tortura

Olhares pasmos, interpretativos
amargurados por grande tortura
refletem a morte, e na sepultura
espasmam os últimos sugestivos...

Olhares silenciosos, cativos
espelham uma alma vil, quase pura
a respirar morte na desventura
de pesadelos reais e abortivos.

A dor é sentida como ternura,
e o fel como mel; triste criatura
co' efeitos colaterais cognitivos...

O amor à vida torna-se sutura;
E o algoz tornou-se autor da estrutura
que fez o sapiens primitivus.

Gustavo V.S Ferreira
03/08/2018

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