Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ O Poeta da Morte

O poeta renasceu
de Alagoas pro Brasil
numa reação sombria;
ninguém soube, ninguém viu
que o poeta sucumbiu
para fazer poesia.

Encontrou um corpo vazio
tomou-lhe em gran poderio
eliminando a estesia.
E tornou-se noutro alguém
não era do mal ou do bem
só importava a poesia.

Não voava, asa não tinha
no seu cérebro continha
da morte, a sabedoria.
Gratidão não lhe faltava
e a morte homenageava
em quase toda poesia.

Ao lê-lo ninguém notava
que apenas fantasiava
o que da morte sabia.
pedaços de sua morte,
sua ausência de sorte
formavam a poesia.

Não havia sentimento
pois su'alma era um vento
soprando na noite fria.
Eram só palavras ocas
que ao saírem pelas bocas
transformavam-se em poesia.

Como parte dessa ação
sua única obrigação
era um poema por dia.
Logo, em versos evocava
a morte que apreciava
sua obscura poesia.

Cada poesia é sombria
e cada leitor que a ler
evoca a morte sem saber
p'ra ser sua companhia.

Gustavo V.S Ferreira
29/08/2018

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