Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Macuma

por do sol visto da floresta
A voz vermelha surge em densa bruma
num grito pávido, triste, e estridente
que, de doído e tenso desarruma
o sorriso feliz e irreverente.

Um olhar tão mudo que se escaruma
rasga-me ao meio em dor impenitente
ao ver a morte da bela Macuma
levando à morte a luz do sol nascente.

Meu peito seco languidez escuma,
maldição genética persistente,
minh'alma pálida não se acostuma...

Amargo só a dor que duplamente
pinta de vermelho o céu que se esfuma
matando de fome o sol inclemente.

Gustavo V.S Ferreira
06/08/2018

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