Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Buracos n’Alma

Sessenta milhões - custo famulento;
um valor médio de buracos n’alma,
é número assombroso, um grande trauma;
de várias nações, é sonho sangrento.

Esperma-sangue em dia purulento
e corda no pescoço como agalma,
osso esfacelado trazia calma,
forca e força, paz e ressentimento...

No ano quarenta e cinco, co' arma e palma
uma bandeira nevoenta acalma
em fraudes, mortes e entretenimento...

A bandeira sangrenta trouxe encauma
de buracos na mente que desalma...
Ser vivo e consciente é um tormento.

Gustavo V.S Ferreira
19/08/2018

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