Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Assassina Fria

lua com sombra interna em forma de caveira
Lasso, adormeci co' a janela aberta;
corpo pesado, a cama me atraía...
Nem deu tempo de escrever poesia
tampouco de me enrolar na coberta.

Afundei-me na sonolência incerta
e perdi toda a minha autonomia
na ausência de humana tecnologia
dessa madrugada que se disserta...

E a lua, nua, vingativa e fria
invadiu meu ser sem burocracia
deixando a noute confusa e deserta...

E na janela da dicotomia
a lua sanguinolenta e sombria
deu-me somente a morte como oferta.

Gustavo V.S Ferreira
18/08/2018

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