Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Arfando

Pulmões esmagados; estou arfando
e tentando manter-me consciente.
Dores ressurgem e, subitamente
consomem minh'alma, filosofando.

Estou esparso, inerte, divagando
perante todo o mal remanescente
surgindo quase simultaneamente
que vai aos poucos me martirizando.

Não há nada que, incondicionalmente
faça-me feliz verdadeiramente
sem aquele puro ar, intenso e brando

Que a morte soprava noturnamente
e mantinha-me hipossuficiente
mas capaz de viver, mesmo arquejando.

Gustavo V.S Ferreira
09/08/2018

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