Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Aliter[ação]

espectro sonoro
No velejar da vida o ar que viaja
vai viajando em fúnebres veículos
vagando a respirar tristes currículos
vendo no vão do envaidecer que ultraja.

Vituperando em vultos se encoraja
age vetando os vasos dos ventrículos
sangra vida em vários cruéis versículos
velejando as veias que o vento engaja.

E este vigoroso ar rompe os funículos
em vis, vulgares e mortais retículos
volve à vida com veneno de naja.

E as vidas em verve são só fascículos
validando os vazios e ridículos
sonhos no velório que a morte traja.

Gustavo V.S Ferreira
13/08/2018

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