Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Silêncio

Silêncio! Preciso me decompor,
sentir minha carne pacificar
este meu coração que a saltitar
verseja no ritmo d'um trovador.

E nos versos fúteis em estertor
canta e zomba dos que estão a chorar
no vão barulhento a banalizar
a memória breve do viajor.

Os ébrios preferem não aceitar
que a paz real não têm mediador
e só existe no último expirar.

Façam silêncio agora, por favor
pois preciso desfazer-me neste ar
que rouba a alma de todo predador.

Gustavo V.S Ferreira
21/07/2018

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