Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Poema Frio

chão coberto de neve
Um vento gelado domina a sala
meus ossos doem e minh'alma chora
lembranças táteis e fúteis de outrora;
hora que urge, frieza que me cala...

Ouço, de longe, o sino que badala
no imaginário ao despontar da aurora
e a tristeza, no frio, comemora
enquanto atinge o pico desta escala.

E eu bem preso aqui, querendo ir lá fora
mas a liberdade é grande demora
para quem está dentro da senzala.

Parei de sentir meus ossos agora;
sinto só o medo denso que resvala
e sequestra minh'alma ao destravá-la.

Gustavo V.S Ferreira
31/07/2018

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