Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Orbe da Morte II

O tempo passa sem sonoridade;
fixo, cumprindo a sua disciplina
somente por acaso, sem ser sina
ou mesmo pouca subjetividade.

Tempo não tem especificidade
e não precisa receber propina;
jamais te ajudará na jogatina,
o tempo não requer cumplicidade.

Se a tua vida é pura adrenalina
e o teu tempo somente ambiguidade
em apoio só ao que te fascina;

Hás-de morrer em efemeridade
num orbe fatal que até desatina
as luzes solitárias da cidade.

Gustavo V.S Ferreira
07/07/2018

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