Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Anjo Sombrio

Na madrugada taciturna, um anjo
sobrevoou o meu corpo sombrio,
despertou-me num grande calafrio
fez morada em meu ser, seu novo arranjo.

Ganhou das garras da morte, um marmanjo
venceu o meu noturno desafio
destruindo meu antigo vazio
dando asas escuras ao calambanjo.

Transformou-me! Ganhei novo feitio!
Deixei de ser um humano macanjo,
pois seu sangue curou o meu fastio.

Sanguinolento neste rearranjo,
ressurgi mais seco e muito mais frio,
tocando música mortal num banjo.

Gustavo V.S Ferreira
16/07/2018

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