Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ À Porta

Olhos graves, a morte bate à porta;
na hora do medo até o tempo congela...
O coração pulsa sugando a aorta
pois por dentro dele há uma procela...

O ar esfria, a maçaneta se entorta,
escondo-me rápido, com cautela,
nesse momento, nada mais importa
somente me livrar dos rastros dela...

Cheiro de enxofre... Meu nariz suporta...
A morte tenta entrar pela janela
porém a fechadura está mui torta...

E volta à porta como sentinela
com tanta força, a porta não suporta...
A morte deixou só minha chinela.

Gustavo V.S Ferreira
30/07/2018


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