Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Último Eclipse

Nunca falo do mal em paralipse
porém o mal, que há mim, é famulento
domina-me num recrudescimento
e mata-me, aos poucos, numa tlipse.

Estou tão mal que a morte faz ectlipse
e isto é meu brinde, meu emolumento
e tão morto quanto o suave vento
orbito a Terra, no espaço, em elipse.

Meu futuro é infame e lazarento
meu presente é amadurecimento
em contraste calmo deste eclipse...

E num empírico intumescimento
a minh'alma evolui em cem por cento
e meu lado bom causa o apocalipse.

Gustavo V.S Ferreira
14/06/2018

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