Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Queimação

A morte indolor pegou-me de jeito
O sonho acabou de ser imperfeito
Lágrima que dói e deixa ferida
rápida, corrói a gota da vida...

Sem sono pretendo ofuscar a luz
que não compreendo, assaz me seduz
trava, queima e turva essa morte senra
retorce e recurva a minh'alma tenra...

A morte fugaz, no obscuro conduz
essa amarga paz que imperfeita induz
o cruel cordão que força essa lida

numa queimação forte e imerecida.
Morte desejada, amante do fim
Vida mal passada encontra estufim.

Gustavo V.S Ferreira
02/06/2018


-> Cada verso deste soneto é composto por duas redondilhas menores que funcionam como hemistíquios do verso decassílabo.

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