Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Pálido Anjo Azul

Vim num raio de sol e gelo, bem distante...
Ofuscamento - luz mui forte - fui à lua
e lá, meu coração morto, em gelo atenua
o tempo cru, que nunca foi bom o bastante.

Ganhei asas; voei pra Terra delirante
e fiquei bem aqui, 'sperando que evolua
a humanidade vil que esvai numa falua
onde a morte parece ser condicionante...

Quero apenas que minha frieza de lua
não emudeça o grito forte e retumbante
que esta pátria - Brasil - proclama até na rua.

Sou pálido anjo azul de gelo esfuziante;
Eu sou a evolução, na noute, que flutua,
carrego a redenção como emulsificante!

Gustavo V.S Ferreira
10/06/2018

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