Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ O Perfume

Escapei feliz daquele tapume
transpondo minha vida em sacrifício;
suportando todo esse malefício
do morrer, que esta vida se resume...

Fugi de mim mesmo, meu eu assume
achando que seria um benefício
mas somente alimentei o meu vício
de ser tão livre como vagalume.

Sou viciado no belo solstício;
pairo livre no ar puro, ainda implume
aproveitando-se desse reinício...

Eu fujo de mim, mas não se acostume
que o meu fugir é apenas fictício
p'ra espalhar neste mundo, o meu perfume!

Gustavo V.S Ferreira
12/06/2018

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