Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Etéreo

Num passamento súbito, mal éreo
meu sopro consagrado, ressoando
atirou-se nos ares, tremulando
despedaçou-se em luz, no céu funéreo...

Depois o sofrimento, ala sidéreo
nos campos infernais procrastinando
a transfiguração; deambulando
enquanto reconstrói um sopro estéreo.

Último voo neste céu cinzento
em áspero planar num cambaluz
revendo velhos sonhos - terno alento...

Meu sopro consagrado miserando
ressurge novamente em plena luz
e devolve minh'alma, proclamando!

Gustavo V.S Ferreira
04/06/2018

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *