Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Amálgama

A eterna saudade que hei de sentir
haverá de me matar lentamente
e pranteando copiosamente
tento, no inferno, não imiscuir.

Parece impossível desconstruir
as lembranças tuas na minha mente
que aparecem e exponencialmente
tentam rapidamente me excutir...

Morrestes, mas voltas frequentemente
a visitar meus sonhos; e a sorrir
matas-me com teu amor comovente.

Eu já não consigo mais te impedir
pois nosso fim é, paradoxalmente
a nossa única forma de existir.

Gustavo V.S Ferreira
25/06/2018

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