Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Sepulcral

Nosso amor infernal é doce-amargo puro
É um pouco anormal, mas não é doutro mundo
Um pouco sepulcral porém muito maduro
Eu, do bem, tu do mal - amor de vagabundo.

O diferencial é não ser prematuro;
incondicional, é fúnebre e profundo!
Um amor tão bossal, capaz, mas inseguro;
Quase-sonho real: a verdade que abundo.

Mente passional e um cérebro imaturo
Viver atemporal neste cruel submundo
No julgo desigual, a verdade tem muro

separa este casal num instante infecundo
e sem qualquer moral, destrói todo o futuro;
resta só - sepulcral - nosso amor sujismundo.

Gustavo V.S Ferreira
31/05/2018

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