Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ O Assassinato dela

Ela está morta. Não fui eu. Quem a matou?
A adrenalina tomou conta de mim...
Puxei o gatilho, o revólver disparou...
Ela era ótima, nunca foi ruim.

Enfim, os bons também encontram a morte...
Ela era tão linda, tão meiga e tão bela...
E quem a matou? Espero que eu tenha a sorte
em encontrar o assassino - como fera

arrancarei o seu coração num disparo...
O matarei devagar e sem clemência...
E neste feito terei um orgasmo raro,
lentamente e sem nenhuma condolência...

Acordei de mim mesmo nesta manhã,
o revólver ainda estava em minha mão...
Recobrei, devagar, minha mente sã...
Eu, o revólver... Disparo no coração...


Gustavo V.S Ferreira
07/05/2018

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