Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ De Costas no Escuro

Ei! Tu não sentes o peso do escuro
a acariciar o teu corpo trêmulo?
Não sentes o denso e pávido estímulo
à sua volta, construindo um muro?

Ei! Não sentes como se houvesse acúmulo
de algo lento, terrível e descuro
concentrando-se e tornando-se puro
como se quisesse levar-te ao túmulo?

E agora não se sente mais seguro
nada enxergando, estás só, num apuro...
É como se fosses, do abismo, fâmulo...

Teu pensamento é amargo perjuro;
blasfemas e xingas, estás impuro
enquanto do teu medo, agora és êmulo.

Gustavo V.S Ferreira
20/05/2018

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