Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ Alma Penada

A minh'alma pena madrugada à fora
e loucamente arrasta-se pelas calçadas
que limitam o mundo (o mundo é as estradas),
que não deixa a minh'alma cálida ir embora.

E meu silêncio triste, grita, clama e chora
preso por dentro desta pobre alma penada
que emudecida quer falar desengonçada
mas não consegue: a morte, devagar devora

seus restos. No silêncio frio emite o canto
e rasga-se em voz muda, mudando o seu pranto
que indecifravelmente, o vazio, deflora.

E desta forma, minha oca alma sofre enquanto
perdida estiver neste submundo amaranto
que a impede de voar. Nada aqui colabora.

Gustavo V.S Ferreira
08/05/2018

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