Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ A Lua

Presa neste céu solitário, a lua
vai morrendo nas noites, devagar;
enquanto nós, dormimos, a sonhar,
os poetas, sua morte atenua...

Talvez já seja o fantasma da lua
na escuridão longínqua a postergar
a morte que cedo ou tarde virá
(a morte que co' a vida compactua)...

E quando este dia ruim chegar
a lua, aos poucos, se apagará
na solidão terna que à noite estua...

Sem enfeites, o céu não brilhará,
o namorado não namorará
e o amor perder-se-á no meio da rua...

Gustavo V.S Ferreira
25/05/2018

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