Gustavo Valério

O Poeta Soturno

✑ A Coruja

Está escuro e a coruja aparece
voando e emitindo seu som temido
horripilante canto num grunhido
de medo, até a alegria fenece.

E esse medo, em mim, inda permanece;
em arrepios, fico estarrecido,
sem qualquer ação, travado e tolhido...
Só me resta iniciar uma prece.

A coruja, num eco combalido
deixou-me levemente entorpecido
e assim, minha vaga vida esmorece...

E a coruja, num ataque aturdido
pegou-me no escuro, desprevenido,
comeu os meus olhos... A morte amor tece...

Gustavo V.S Ferreira
24/05/2018

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