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Postagens

Infinito do EU

Eu sou um astronauta de granito
desprendendo do espaço sideral;
Protejam-se na aurora boreal
fujam do bipolar e grave atrito.

Os profetas haviam me descrito
em páginas obscuras do anormal
livro sumeriano milenal
como Mediador do gran Conflito.

Sou O Astronauta-arcanjo supernal,
filho da ordeira morte original,
herdeiro marginal do último grito.

Farei tu’alma tremer ante o real
juízo consciente do impessoal.
Morte externa p’ra dentro do infinito.

Gustavo V.S Ferreira
23/02/2019
Postagens recentes

Beijo Abiótico

No beijo abiótico d’alma morta
lúgubres sentimentos tomam forma;
e contrariando a retrátil norma
cerram o peito e abrem uma porta.

A porta aberta traz o que conforta:
mal necessário multiplataforma;
promove ilusões na interna reforma
deixando apenas o que nos importa.

A Alma clara geme mas se transforma
na dor da perda infame se auto-exorta
mas perde essência na invisível morma.

O beijo esmarrido gran’ mal transporta
e morosamente o mundo deforma
enquanto a vida maviosa aborta.

Gustavo V.S Ferreira
20/02/2019

Órbitas Possessivas

Órbitas morais em fatais caveiras,
errantes e lastimáveis viventes,
caricatas figuras vis, doentes
cruzando a morte e a vida nas fronteiras.

Órbitas fatais, desiguais maneiras
espalham-se por entre as várias mentes;
são almas malévolas, mas cogentes
que nos conduzem às más ribanceiras.

Almas desalmadas e penitentes
perdidas em órbitas decadentes
procurando pessoas altaneiras.

Se encontram humanos convalescentes
as almas sombrias e dirimentes
se apossam em visitas rotineiras.

Gustavo V.S Ferreira
20/02/2019

Lágrimas Mortas

O parco brilho d’alma enrubescida
acende o bravo e belo coração;
obriga o Ser a ser um ser senão
a existência será despercebida.

Desobrigado a ser um homicida
torna-se um homicida com razão
e mata mais rápido que um tufão
na estranha ânsia de ser um genocida.

A guerra, quente ou fria, traz ação
que movimenta e aquece a tal nação
que faz da morte simples despedida.

E o parco brilho traz fugaz clarão
e alento p’ro eterno bebê chorão;
lágrimas mortas têm gosto de vida.

Gustavo V.S Ferreira
18/02/2019

Vida que Agoniza

A alva vida lentamente evapora
sucumbe matando o principal sonho;
Flutua no céu amargo e risonho
avermelhado, cru e turvo na aurora.

O sino maldito insinua a hora
e levemente à mão no peito ponho
sinto o último revoar tristonho
da ebúrnea alma triste que vai embora.

É penoso ver tal ato medonho
forçando a vida no passo enfadonho
a calcorrear sem aura nem glória.

Vida seca sem descanso, suponho
que a tua morte foi o único sonho
realizado em toda tua história.

Gustavo V.S Ferreira
18/02/2019

Anjos Suicidas

O voo belo sofre queda retumbante
à luz fúnebre, sob a lua inesperada;
pétalas que despedaçam à alma brilhante
na música silente, silente pancada.

Jaz no baque sutil o medo castigante
de quem voou eternamente para o nada
restou a dor e o desespero lancinante
de quem achou o anjo sem luz na madrugada.

Ismália na torre e seu sonho angustiante
vê Ofélia lá no rio sendo afogada
mas ninguém vê pois a lua está ofuscante...

Ismália pula, Ofélia jaz desacordada
sem conseguir nadar vê-se insignificante
perante a lua e o mar se perde imaculada.

Gustavo V.S Ferreira
17/02/2019

Calor Intenso

O calor infernal que almas derrete
queima a pele, os olhos, a breve vida;
Mata os humanos sem que nada o afete
acinzenta a natura colorida.

Usa a dor, faz-nos de marionete
de sapiência fria e desprovida;
que amarga a morte que lhe compromete
na ânsia a salutar por subvida.

O intenso e fatal que nos acomete
acelerando a delgada descida
é o calor travestido de confete.

Pelados, nus, d’alma desprecavida
percebemos que o sonho exige frete
que custa caro, custa a nossa vida.

Gustavo V.S Ferreira
17/02/2019

Flor da Morte

Cavalgo a morte no horizonte belo
e amargo a vida em rasos pesadelos;
Carrego o eu em ossos e cabelos
em busca do irrecuperável elo.

Afogo-me no espaço paralelo
nadando em atômicos escalpelos
cortantes como pedaços de gelos
que arrancam minha pele num flagelo.

Conheço da dona morte, o modelo
resistente como um forte camelo
no deserto vital preso em castelos.

Sou uma flor da morte, um sinuelo;
transbordo em solidão co' imortal zelo
de matar nas batidas dos martelos.

Gustavo V.S Ferreira
16/02/2019

Fuga da Caverna

Estava acorrentado na caverna
vendo meu conhecimento em solombras
que recobriam meu chão como alfombras
forçando-me a usar uma lanterna.

A tenra sombra do meu eu me assombra
causando uma ânsia cardíaca interna;
Meu coração néscio se desgoverna
à póstera liberdade me ensombra.

Amedrontado, acendo mi’a luzerna
nado para fora dessa cisterna
enquanto outro, de mim, somente zomba.

Adeus correntes! Fiquem na caserna
enquanto acho a vida real e eterna
voando em liberdade como uma pomba.

Gustavo V.S Ferreira
14/02/2019

Persistência Douda

Ainda insistes em dar murros
em pontas de facas?
Achas que um dia a dor
vai simplesmente sumir?
Achas que as feridas sararão
se continuares tentando?

Ainda insistes onde sabes
que não há solução?
Achas que tentativas repetidas
garantem o resultado da ação
em algo que sequer esboça
algum tipo de reação?

Ainda insistes em abandonar
o teu eu em prol dos outros?
Achas que o mundo te dará de volta
o tempo perdido, jogado no esgoto?
Achas que insistir em quem se acomodou
trará algum tipo de amor que supere a dor?

Ainda insistes. Admiro tua burrice
travestida de persistência.
A tua resiliência na mesmice
é algo surreal, anormal, sem sapiência.

Gustavo V.S Ferreira
09/02/2019

Geração Psicopata

Lendo sobre psicopatas
acabo percebendo que muitos traços
não apenas me definem como um,
mas também me alivia.

Alivio-me por saber que todos
temos um lado sombrio, psicopata;
todos somos semi-psicopatas,
sociopatas da nova era,
os novos tipos de humanos...

Somos a geração mais fria de todas,
mais banal e sem objetivos a longo prazo.

Não temos mais relações sexuais
apenas nos masturbamos com os corpos
dos outros e fingimos que é sexo.

Não temos mais relações familiares.
Tudo o que temos são obrigações sociais
engatilhadas em nossos cérebros nativamente.

Empatia?
O que é isso?
Amor?
Como defini-lo?

Estamos tão perdidos em nossas
distorções pessoais
que nem sabemos mais diferenciar corretamente
amor, paixão, compulsão e obsessão.

Somos masoquistas sentimentais;
terroristas em corações alheios;
máquinas na arte de matar
fisicamente e/ou psicologicamente.

Somos a geração mais narcisista;
vivemos compartilhando nossas vidas,
fotos e fatos,
intimidades e comidas em redes sociais
queremos es…

Sou

Sou o solitário farol
que ilumina as noites secas sem luar...
Sou a coragem que se foi
e tem medo de voltar.

Sou a alegria que chega
e não tem hora para acabar...
Sou a saudade que vem
e te faz chorar...

Eu sou o olhar da criança
que esbanja esperança
ao ver o céu azulado...

Sou a grande festança
que enfeita a distância
de um mundo apagado.

Sou a triste lembrança
das inconstâncias
de um poeta calado.

Gustavo V.S Ferreira
08/02/2019

Cobra Morta

O susto é grande mas passa;
a dor se vai, depois volta;
o mundo causa revolta
nos herdeiros da desgraça.

Literatura é a praça
que causa reviravolta
trazendo uma leve escolta
para quem luta na raça.

Preconceito é cobra morta
que mesmo c’a boca torta
tem um veneno que grassa.

Mas o poeta abre a porta
na luta que desconforta
a elite vil e devassa.

Gustavo V.S Ferreira
30/01/2019

Nordeste

No riacho Maçayó nasci chorando
Ledo menino no paraíso, Lêdo Ivo
empolgado um Verso Íntimo recitando.

Água corre, há lagoas nos olhos
A Saudade de Jorge de Lima
nos Passos de Guimarães aos molhos...

Quebrando ângulos do que restamos
a política apoética matando a literatura pura..
Cadê o mestre Graciliano Ramos?

São tempos insanos de poetas raros
drogas acessíveis na TV Aberta e livros caros.

Poetas são Águas Passadas; a euforia imensa
não te faz se perguntar como
Costa Rego perseguiu a imprensa?

Tempos modernos e obscuros num dístico
o Brasil atual é O Grande Circo Místico.

Eu poderia ter sido jogador de futebol
mas os sinais me confundiram como Djavan
e sem saber o que fazer, pele queimando no sol
decidi escrever hoje o que serei amanhã.

São Dias sombrios mas sóbrio eu me lembro
que há sabiás cantando nas palmeiras lá fora.
Teu preconceito nojento com Nordestinos é membro
dos vermes que comem a carne mas não a memória;
Não há glória nele, nem humildade para aceitar
que o Nordeste é …

Poesia Inédita

O sorriso dela é maravilhoso
muda o mundo simultaneamente.
Ela ri e o riso me invade a mente
e abranda-me dum jeito fabuloso!

Afasta meu lado mais perigoso
com o seu modo belo e inconsequente.
Ela é igual, mas d’um jeito diferente...
Seu caráter é puro e impetuoso.

Ela é um sonho tornando-se real!
Desejo-a de maneira visceral
para loucamente me entorpecer...

Quero-a pr’a me causar alestesia
pois o corpo dela é uma poesia
que nenhum poeta ousou escrever.

Gustavo V.S Ferreira
27/12/2018


Narração:


Sândalo

A tal paixão não é insana
ela é pura e soberana,
nobre, quieta e bacana
(e do coração emana)...

É um amor, mas à paisana
faz no peito uma cabana
eleva-nos ao nirvana
e porém nunca se explana.

Em mim, como um pé-de-cana
nasceu, cresceu e me ufana
canalizando-me em Roana.

Ela é musa paraibana
bem mais intensa que a arcana
musa de Copacabana.

Gustavo V.S Ferreira
07/12/2018

Soneto em redondilha maior
em homenagem a amizade
mais pura e sincera
que já vi entre um homem
e uma mulher.
A Danilo Soares, meu poeta,
e Roana Camily.

Entrevistei o poeta paraibano Danilo Soares - autor do livro "Versos Substanciais", pela Editora Hope

Olá caros leitores deste site, é com imensa satisfação que publico esta entrevista concedida pelo caro poeta Danilo Soares. Para quem não conhece, Danilo Soares, além de meu amigo, é o poeta paraibano que recentemente lançou o livro "Versos Substanciais" pela editora Hope. Ele até me contou um segredo e deixou-nos uma recomendação!

Antes da entrevista, segue uma pequena bio do poeta que pode ser encontrada no site da Editora Hope.

Danilo Soares nasceu em primeiro de fevereiro de 2001, na cidade de Rio Tinto - PB, onde reside atualmente. Estudante, Poeta e leitor voraz de Augusto dos Anjos e Carlos Dias Fernandes. É criador do site literário Paixão Melancólica que mostra poemas, matérias/artigos relacionados à literatura nacional. Também é autor de Versos Substanciais, obra de poemas publicados pela Editora Hope.

O Danilo fora das páginas é um adolescente ganancioso de 17 anos de idade que rir com coisas simples e chora sem se preocupar se vão ligar

Segue a entrevista:


Olá Da…

Arregaço duma Vida Seca

Eu quero ver o trinco nessa testa
exibindo o arregaço dessa vida
espancando-me forte na descida
como se viver fosse só uma festa.

O meu amargo estômago protesta
da podridão nojenta da comida
que me provoca uma ânsia germicida
que até minha maldade manifesta...

Respiro fundo e em contrapartida
minh’alma tem tendência desonesta...
- ainda bem que não ’tá convencida.

Porém a dor infame abre uma fresta
e dela expele massa incolorida
desperdiçando a vida que me resta.

Gustavo V.S Ferreira
02/12/2018

O Tempo Dela

O tempo dela parece mais curto
sua vida pouco é aproveitável;
o seu sono é insano e lamentável
e o seu sonho é tonto, parece um surto.

O seu modo de vida é murcho e murto
em sua maior parte é alienável;
mas ela é uma guerreira indomável
respira sangue, mas vence ante o furto.

Respirando na dor insuportável
seu pedido de ajuda é um insulto
pois ninguém a vê como vulnerável.

E assim, vivendo morta como um vulto
seu destino parece inevitável
tendo a morte fatal como resulto.

Gustavo V.S Ferreira
30/11/2018


Poema Narrado:


Tuas Culturas

Fantasiado com tuas farturas
não há preocupação com faturas,
e mesmo quando há enormes fraturas
não afetam tuas vidas futuras.

És feliz mantendo tuas culturas
dinheiro, terras, boas conjunturas
que te ajudam nas fugas e capturas
das tuas mais diversas criaturas

Porém se te endireitas há rupturas
de tuas falhas fazem releituras
e ampliam tuas más miniaturas

Em milícias destroem estruturas
fazem de cadáveres esculturas...
e mesmo assim co’ eles tu te misturas.

Gustavo V.S Ferreira
26/11/2018

Versos Negros

Ei! Olha a morte vindo na neblina
tragando os sonhos belos e mais novos
a morte vem ceifando com vontade
enquanto durmo sem nada esperar.

Durmo todo dia e sempre que eu acordo
não consigo dos sonhos recordar
a morte sequestrou durante o sono
e eu, eu desperto sempre sem futuro.

Pressinto a morte vindo à flor da pele
tão cruel quanto um tiro no meu peito.
Vejo que o amanhã talvez nem venha.

Mas ei! Olhe a morte indo embora agora
levando toda a minha dignidade
enquanto eu mal consigo reagir.

Gustavo V.S Ferreira
22/11/2018

Por Direito!

Eu perdi a chave que abre o meu peito
trancado para sempre hei de ficar;
Portanto irei apenas amargar
na busca insana por algum efeito...

Mas eu também perdi todo o conceito
e a fantasia de me libertar.
Não quero tal situação mudar
sem chave criarei um outro jeito.

Eu deveria mesmo incomodar
investir tempo até reencontrar
aquilo que me causa algum defeito?

Vou ao vazio apenas me entregar
à sombra da minh'alma descansar
trancafiado em mim... Por direito!

Gustavo V.S Ferreira
21/11/2018


Narração do poema:








Música indicada:




O Assassino

O assassino
bateu nela
bem na porta
torta
da minha
residência.

Eu
senti
a prepotência
na essência
do assassino.

O badalo
mortal
do sino
neural
moral
foi ativado.

Então
muito calado
fechei a porta
torta
ressabiado
e entusiasmado
arrastei-a
para dentro
de minha
residência.

Logo
tomei ciência
do que eu era
ou do que sou.

O assassino
a matou
na minha
frente
e eu
inconsciente[mente]
vi-me
no espelho
limpando
o sangue dela
do meu rosto
com a minha
flanela
amarela.

Peguei
atento
a minha
pistola
(espanhola)
Astra 400.

E com desdém
matei
o assassino
e morri também.

Gustavo V.S Ferreira
20/11/2018

Chuva de Sangue

Chuva de sangue em dia purulento:
quanto vale uma vida quase humana?
A bala é forte e corta até o vento...
redefinição do fim de semana?

Uma neblina deixa o olhar cinzento,
a alma morta na pólvora que emana
do tubo de metal, bélico invento
esvai-se sem amor e sem nirvana.

Quem determinou o valor da vida?
Quem é capaz de ter algum valor
diante da insanidade envolvida?

Alguém vai deter a chuva de sangue
quando as vidraças mudarem de cor
e o líquido vital tornar-se um mangue?

Gustavo V.S Ferreira
18/11/2018



Narração

A Vida tem Cor?

A vida tem cor, mas eu sei de cor
que a cor da vida está bem mais pior...
Morreu o meu sol, tempo bem menor
diz que a cor da vida será maior.

Mas será melhor? Pois já tenho dó
que a cor da vida torne-se um xodó.
A cor vital morre no cafundó
e os vitais morrem no duvi-de-o-dó...

Pesco novos sonhos sem ter anzol;
peço aos tristonhos: ouçam rouxinol
mas peco estranho diante do sol
no espaço opaco: Morte no arrebol.

A vida tem cor mas ela se entangue
nas calçadas e ruas como sangue.

Gustavo V.S Ferreira
17/11/2018

O Tudo é Apenas Vazio

Não há motivo algum para temer
a hora da morte que chegará
Logo todos haverão de morrer
essa vida à morte sucumbirá.

Sobreviver aqui é só passagem
nunca se apegue aos detalhes que há aqui.
A vida é só uma louca viagem
que move os humanos até ali.

E não há nada que faça sentido
o suficiente p'ra compensar
pois átomos são loucos na libido
de elétrons, nêutrons, prótons... A vagar...

Vida é bela mas é sonho sombrio
pois tudo nela é feito de vazio.

Gustavo V.S Ferreira
16/11/2018